"No misterio do sem-fim equilibra-se um planeta. E no planeta um jardim e no jardim um canteiro, no canteiro uma violeta e sobre ela o dia inteiro entre o planeta e o sem-fim a asa de uma borboleta."

12/01/2011

Um desabafo...

Essa tarde eu disse algumas verdades para um computador... sim, um computador que tem um dono... ele.

"Faz tempo que não viro uma noite de papo com meu amor pela net, lembro quando fazíamos isso com certa frequência, mas depois de um tempo, depois que meu amor não me chamava mais eu achei melhor parar... achei melhor sumir por um tempo... pensei q assim meu amor fosse diminuindo gradativamente... engano grosseiro esse meu...
Cada dia mais eu amo esse homem, mesmo ele lá... longe de mim
Mesmo ele levando a vida normal dele, com as pessoas (mulheres) que passam pela vida dele e eu vou vivendo a minha daqui...
O mais estranho, curioso, e as vezes até engraçado é que eu em cada pessoa vejo alguma coisa dele e vivo me metendo em confusão por conta disso
e ainda assim eu o amo tanto...
Acho q isso é amor. É querer estar com alguém, ter um sentimento especial e único por alguém que mesmo estando com outras pessoas ainda assim ama esse alguém.
Mesmo que ele possa ter outra pessoa, eu ainda o amo. Acima disso eu o amo.
Nunca vivi algo assim que pudesse estar acima de um sentimento normal, comum, por isso eu digo que minha alma e a dele se encontram todas as noites. Elas se amam noite após noite
porque a sensação de estar ao lado dele é imensa cada manhã que acordo, cada manhã sinto seu cheiro em meu corpo... se isso não for amor, não sei o que é...
E desculpe o desabafo computador, mas eu precisava falar isso... queria que ele pudesse entender de verdade cada palavra que escrevo aqui"

E assim uma mulher normal ama... um homem normal... será?

10/01/2011

As faces do amor


Nos dias das primaveras forjaram um

falido amor.

Natimorto amor,

que concebido fora no vazio das almas errantes...

Amaram-se com o ardor e o desespero

dos deserdados da vida...

E uniram-se em uma só alma imperfeita,

fusão de enganos

e desenganos colhidos

nos caminhos percorridos...

Riram os Deuses, pois que o encontro foi belo e puro...

Ainda que unos em dissonantes desejos,

era amor.

Além...


Além do abraço

queria o beijo,

além do beijo

queria o desvanecer de corpo e alma,

no outro corpo, na outra alma.



Além do desejo, era urgente

a união total, o êxtase supremo

que fizesse esquecer a solidão...

a fragilidade imponderável

a corroer as entranhas...



Além do amor, a busca ardente

de apaziguar a fragilidade essencial...

seus olhares

antes perdidos,

ora unos

no instante mágico

do encontro total...

06/01/2011

LADY OF DREAMS - Kitaro


Essa música me leva ao encontro de Milord... como amo esse homem... Ele me deixa enfeitiçada e acabo o vendo em todos os outros homens... não há um só homem que eu não compare com ele...
Fecho então meus olhos agora e vou direto ao seu encontro...


Eu desejo mesmo...


Desejo a você
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não Ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.


Carlos Drummond de Andrade

Um pouco de Fernando Pessoa nesse início de noite...


Onde você vê um obstáculo,
alguém vê o término da viagem
e o outro vê uma chance de crescer.
Onde você vê um motivo pra se irritar,
Alguém vê a tragédia total
E o outro vê uma prova para sua paciência.
Onde você vê a morte,
Alguém vê o fim
E o outro vê o começo de uma nova etapa...
Onde você vê a fortuna,
Alguém vê a riqueza material
E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria total.
Onde você vê a teimosia,
Alguém vê a ignorância,
Um outro compreende as limitações do companheiro,
percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo.
E que é inútil querer apressar o passo do outro,
a não ser que ele deseje isso.
Cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar.
"Porque eu sou do tamanho do que vejo.
E não do tamanho da minha altura."


O quebra cabeça da vida

Tudo o que nos fez feliz ou infeliz serve pra montar o quebra-cabeça da nossa vida,
um quebra-cabeça de cem mil peças.

Aquela noite que você não conseguiu parar de chorar,
aquele dia que você ficou caminhando sem saber para onde ir,
aquele beijo cinematográfico que você recebeu,
aquela visita surpresa que ela lhe fez, o parto do seu filho,
a bronca do seu pai, a demissão injusta, o acidente que lhe deixou cicatrizes,
tudo isso vai, aos pouquinhos, formando quem você é.
Não há nenhuma peça que não se encaixe.
Todas são aproveitáveis.
Como são muitas, você pode esquecer de algumas,
e a isso chamamos de "passou"...

Não passou!! Está lá dentro, meio perdida,
mas quando você menos esperar,
ela será necessária para você completar o jogo e se enxergar por inteiro."

(Martha Medeiros)

05/01/2011

"Eu sei, mas não devia"




A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
Marina Colasanti

Versos que Amam num Sonho ...


Meus versos vão e voltam, como meus pensamentos...

Que se misturam com ontem, hoje e o amanhã que virá colorido pelas cores da alvorada...

Será que os versos dependem só de mim ou dos sonhos que tenho com ele?

Sim , ele que me visita toda noite povoando o meu querer, preenchendo o meu ser de vontade

É nessa hora que quase grito seu nome, será que gritei? Afinal estou sonhando ...

E nele acontece tudo que durante o dia penso mas não realizo...

É nele que te tenho junto ao meu corpo despido de minhas vontades e entregue às tuas...

São elas que me embalam, me calam, me chamam, me torcem e contorcem nos prazeres mundanos ... Que só sobrevivem.

Os sinto na carne , na alma ,na mente, no ventre, no peito, explodindo a vontade do que não mais se cala no peito ...

Te quero do jeito que for, que der, mas quero que tu saias do meu sonho e que não mostro só os olhos enquanto sinto tuas mãos em mim...

Tua boca na minha, me levando do sonho ao céu em segundos,

Mas quero voltar acordada e te ver ao meu lado, solto, meu, espalhado e num movimento carinhoso (você) me puxa em concha e me diz ....

Amor, vamos sonhar de novo?

Quem pode resistir à esse chamado e lá vou eu e sonho mais uma vez...

Fazendo assim meus versos sonharem comigo ...


Por Denise do Amaral.

Ano novo, vida nova... será?


Mais um ano se foi e outro já veio chegando com tudo. E aquelas promessas típicas de final de ano como ficam? Francamente, para mim ficam exatamente assim: como promessas, e digo mais, grande parte delas não serão cumpridas.

Falo sem peso algum, sem medo de parecer fraca ou sem receio de perder minha determinação.

Promessas são desejos diários que invadem nosso coração e não nossa mente. São insights que surgem no ônibus, no meio de um e-mail trocado, em uma conversa ao telefone, na aula de pilates ou sei lá mais aonde, eles apenas surgem. Surgem e são filtrados vagarosamente. Se após esse processo onde coração e cérebro se unem para buscar a realidade de um desejo surgir algo real, possível, aí então temos um objetivo maior para conquistar.

Não adianta ficar por aí prometendo coisas que você, eu, a vizinha, o padeiro... que ninguém poderá cumprir. Depois fica aquela sensação ruim, aquela frustração, aquele gosto amargo na boca de: Poxa, que fraco eu fui esse ano!! As coisas não são bem assim...

Não prometa nada. É simples assim.

Deseje, deseje muuuito!!! Eu desejo que você deseje todos os dias de sua vida. E desejando, que parte deles se tornem uma agradável e feliz realidade.


23/12/2010

Noite de Natal



Acende as velas
da árvore de sua vida
para aquecer a família
neste Natal!

Pendure os presentes,
bem amarrados,
faça uma promessa
a você mesmo
de se libertar
dos passados.

Faça um pisca-pisca
dos seus olhos,
e não dê tanta
importância
às coisas passageiras.
A vida é um festival!

Segue em frente!
Prepare a ponteira
da árvore para indicar
novo caminho,
afinal,
tudo é festa,
nesta noite de Natal!

Ivone Boechat

POEMA DEDICADO INTEIRAMENTE A MILORD... COM MUITO AMOR...


Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar ".


DESEJO - VICTOR HUGO

22/12/2010

Israel Lucero - Ídolos 2010 - Sem Juízo - Clipe Oficial

Mais uma tarde...


Ai que vontade imensa de Milord... mais uma noite de sonhos lindos com meu senhor...
Isso me lembrou uma poesia...

Orgia de Inocência


Borboletas
Meretrizes
Fazem programa
No jardim

Tão promíscuos
Os beija-flores
Beijamrosas,
Beijam dálias,
Beijam jasmins.

Todo dia é assim:
Uma orgia de inocência
No meu jardim.

21/12/2010

FABRICIO RAMOS - BALADA PRA QUEM MORA LONGE

Hora de ir embora... por hoje é só... a lady precisa ver o mar...
Enquanto isso, uma definição clara em forma de música...
Bjs meus súditos. A lady está voltando para seu castelo, sozinha...