
Em um lugar muito além do que nossos olhos podem ver, está Milady. Uma mulher alegre, carinhosa, apaixonada pela vida, por poesia, música, história, geografia, natureza, chocolate e fotografia. Para falar um pouco desse louco mundo onde habita este louco ser, este blog foi criado. Num mundo paralelo entre a realidade e a fantasia tudo pode acontecer!
"No misterio do sem-fim equilibra-se um planeta. E no planeta um jardim e no jardim um canteiro, no canteiro uma violeta e sobre ela o dia inteiro entre o planeta e o sem-fim a asa de uma borboleta."
30/11/2010
O homem e a mulher

Conselhos

Aprendizado

29/11/2010
Sou um planeta que gira em torno do sol, do meu Sol...

Antes de dizer quem sou, deixo bem claro que não quero escrever mentiras sobre lamentos e guerras perdidas. Sou uma pessoa simples, leal, e que tem um coração muito grande.
Vivendo constantemente novos desafios, batendo o dedão do pé na cadeira toda hora, quebrando a cara de vez em quando... é a vida é assim mesmo. Uma hora se ganha, mas até lá, vai se perdendo e vai se aprendendo com essas perdas, com esse movimento louco que é viver.
Eu não sei porque e nem para que, mas eu estou aqui com objetivos bem definidos e não abro mão deles. São minhas prioridades.
Tenho uma vida muito boa, alegre, confortável, sou rodeada de pessoas lindas que me amam e que eu amo muito, tenho minha família, meu filho lindo, tenho meus gatos, minha curiosidade, minha teimosia, minha apatia, minha loucura, minha paixão, minha inspiração, meu amor... tenho muitas coisas que podem de fato me classificar como uma pessoa otimista que está com o copo sempre mais ou menos cheio, nunca mais ou menos vazio. Pessimismo não faz parte de mim. Minha luz é própria e resplandecente.
Minha personalidade é bem forte, mas se chegar com jeitinho, me leva na idéia numa ótima. Não costumo viver pela metade. Tudo que vivo, que sinto, que faço é por completo. É aí que eu quebro a cara várias vezes... mas dane-se eu sou assim, não sei ajustar um meio termo na minha personalidade, na minha vida. Ultimamente eu tenho acertado mais que errado, se bem que tem horas que eu erro feio viu...
Minha natureza é ser apaixonada. Classifico a paixão de uma forma um pouco diferenciada das outras pessoas. Para mim a paixão é a junção daquele frio enorme na barriga do encantamento com aquela certeza absoluta do elemento amor. É como se todo dia fosse um dia de férias naquele lugar tão sonhado. Você acorda com todas aquelas borboletas batendo e se revirando dentro de sua barriga e sabe que está exatamente onde queria estar. É a liberdade com a segurança. Eu costumo dizer para as pessoas que amo exatamente o que sinto. Mas se eu disser para alguém, EU TE ADORO, aí a esfera é mais acima. o EU TE ADORO para mim tem um valor tão grande como se fosse a minha própria vida. Poucos, muito poucos ouvem de mim um EU TE ADORO! Se um dia você ouvir isso de mim, saiba que isso é tão forte que se confunde com a minha existência.
Sou normal, acordo de mau humor de vez em quando, tenho dor de cabeça, cólicas, meu cabelo fica arrepiado, tenho espinhas, tenho chilique várias vezes ao dia, essas coisas que todo mundo tem. Tenho também uma disposição e tanto. Ah isso eu tenho mesmo. Três horinhas de sono por dia para mim já são o suficiente para me render um belo dia. Gosto do meu trabalho, gosto da minha vida sem rotina, gosto do meu computador abarrotado de coisas para fazer, da minha mesa cheia de papéis, e adoro largar tudo para dar um belo mergulho. Na praia ou na piscina daqui de casa mesmo. Vivo esquecendo de me alimentar nas horas mais adequadas. Normalmente meu café da manhã é lá pelas onze, meu almoço lá pelas quatro da tarde e meu jantar... bem quando janto, normalmente é depois se ser lembrada e repreendida. Daí já passa de meia noite...
Minha vida hoje se resume em pouca coisa que realmente importa: meu filho, meu trabalho, minha paz. Mas essa "paz" engloba um tantão de coisa como o amor de minha vida, meus amigos, minha poesia, minhas bagunças fora de hora e minha paixão que é a música.
Esta sou eu, você pode me chamar de vários nomes, apelidos... estou aqui. Porém para uma só pessoa, tenho a magia de uma lady agregada a minha existência... para este lord especial, sou só Milady...
Minha órbita

A vida me ensinou a errar. Os erros me ensinaram a sofrer. O sofrimento me ensinou a viver.
No dia que minha estrela brilhou no meu céu, todo o resto se apagou. Só tinha você, minha estrela maior, minha luz. Que força é essa que tens sobre mim? Por mais que eu procure não consigo encontrar respostas, me sinto meio perdida. Perdida entre o mundo real e o céu onde brilhas.
Quando estou em meus momentos de pura solidão eu te sinto perto de mim, sinto até seu toque sobre minha pele. Sinto seus lábios nos meus, seu arfar, seu calor… abro os olhos, observo a minha volta, constato que não estás aqui de fato, mas como explicar que ainda assim te sinto aqui? Como explicar o toque, o calor, o arfar, o beijo…
Quero estar contigo todos os momentos de meu dia.
Nos bons, para sorrir junto de ti e pular em teu colo transbordando de amor.
Nos ruins, para encontrar abrigo em teus braços e deitar-me em teu colo para ter a certeza de que nada pode me fazer mal.
Nos loucos, para correr pelo mundo de mãos dadas com a minha estrela e gritar para o vento o tamanho de minha loucura.
Você é minha loucura, você é minha alegria, mas infelizmente, você também é minha dor.
Eu acreditava que nada podería mudar o meu mundo. Aí veio você e revirou tudo. Iluminou com seu sorriso, encheu de poesia, fez música com meus medos e inseguranças.
Ah, seu sorriso, como é lindo… queria entender porque o esconde tanto.
Mas como tudo na vida tem seu lado escuro, como todos nós temos nossos carrascos, o meu lado mais escuro e carrasco é o enorme espaço físico que está entre nós. Compreendo que para ti possa ser algo difícil, mas não posso mentir e dizer o mesmo sobre mim. Eu sinto aqui dentro uma força que distância nenhuma pode ser capaz de segurar. Esse amor é tão forte, tão grande e tão loucamente inexplicável que minha órbita simplesmente muda só de pensar em você minha estrela maior. És o Sol de meu universo e isso já diz tudo.
Amo você e é o que importa. Não minto mais para mim... mas ainda há o resto do mundo...
Papagaio do futuro - trecho
cada qual para o que nasce
Cada qual com sua classe
seus estilos de agradar
Olha eu nasci pra trabalhar
outros nascem para a briga
Outro vive de intriga
outro vive a cruciar
Outros vivem de enganar
olha o mundo só presta assim
É um bom outro ruim
e não tem jeito prá dá!
Prá acabar de completar
quem tem o mel dá o mel
Quem tem o fel, dá o fel
e quem nada tem nada dá!
Willian Shakespeare.
CARTA PRA UMA AMIGA QUE AINDA NÃO CONHEÇO
Penso ser imperativo escrever-lhe um poema.
Faltavam-me apenas algumas substâncias.
Em realidade você era para mim, apenas um foto.
Uma belíssima promessa estabelecida na prova da nossa incapacidade de guardar sorrisos fugazes.
Agora a distância é uma cômoda empoeirada. E te sentir é minha profissão.
E eu pego em suas mãos - acaricio com elas o meu rosto - e sou você.
Os sorrisos que sentimos nos fazem um.
Os toques que não foram, agora são promessas que gritam!
Os olhos que dizem, é imaginação.
Sou agora o reflexo do que quero ser.
Não fujo mais, como que tentando enganar o mais substancial sentimento que pode brotar em nosso íntimo.
Você brotou deste botão
E penetrou como uma espada coruscante imprimindo teu cheiro repousante em mim. Teu cheiro entorpecente, apenas você.
As coisas boas acontecem assim, mansamente.
E você como uma pétala de rosa,
Diante da leveza da tua personalidade,
Deixou-se balar no ar, chegando-me antes como notícia, e agora como realidade.
Quero... Não! Desejo me diluir com você numa pura essência
E assim nos transmutarmos.
Dissipando alegorias, circunstâncias, referências temporais, imaginações oníricas.
Já não sou mais aquele que fui.
E você? Já não é mais quem foi.
Somos apenas dois seres que se desvencilharam do vácuo geográfico
Que separa corpos, separa olhares
Mas, que nunca irá separar o amor,
Que é a vontade dissimulada de viver...
Joubert Barbosa
Ps. Tirei esse texto do blog do meu grande amor... achei que essas palavras poderiam ser ditas por mim para ele, sem ressalva alguma... coisa de alma mesmo...
O tempo...
A falta que ama
Entre areia, sol e grama
o que se esquiva se dá,
enquanto a falta que ama
procura alguém que não há.
Está coberto de terra,
forrado de esquecimento.
Onde a vista mais se aferra,
a dália é toda cimento.
A transparência da hora
corrói ângulos obscuros:
cantiga que não implora
nem ri, patinando muros.
Já nem se escuta a poeira
que o gesto espalha no chão.
A vida conta-se, inteira,
em letras de conclusão.
Por que é que revoa à toa
o pensamento, na luz?
E por que nunca se escoa
o tempo, chaga sem pus?
O inseto petrificado
na concha ardente do dia
une o tédio do passado
a uma futura energia.
No solo vira semente?
Vai tudo recomeçar?
É a falta ou ele que sente
o sonho do verbo amar?
26/11/2010
Cada lugar teu...
Sei de cor cada lugar teu atado em mim,

Uma poesia para Milord...
Incendeiam-me ainda os beijos que me não deste
E cegam-me os acenos que me não fizeste
Da janela irreal onde o teu vulto
Era uma alucinação dos meus sentidos.
Mas, decorrida a vida, e oculto
Nestes versos doridos,
A saber que não sabes que te amei
E cantei,
E nem mesmo imaginas quem eu souE como é solteira e dói a minha humanidade,
Em vez de te acusar
E de me culpar,
Maldigo o arbítrio da fatalidade
Que cruelmente nos desencontrou.
Miguel Torga
a tua espera
(Alexandre Monteiro)
Orgia no jardim
ONDE ESTÁ O AMOR?

TEMPO

Busco o estado em que minha alma resplandeça
Esta, goza somente em liberdade e plenitude
Vibra ao menor sopro que um vento teça
E inóspita fica quando se enche de inquietude...
De almas desérticas meus olhos desviam
Busco amores afins
Paisagens vivas, puras e solitárias
Vou no sentido contrário, na profundeza das coisas.
Estou encontrando-me. Vivendo para mim.
Tão bom voar, mas melhor ainda caminhar observando.
Estou egoísta...
As palavras são só minhas, e os dias e as noites...
Desconectei-me. Desprendi.
Andei por novos rumos, me despedi.
Desculpem a ausência, eu estava comigo...
...
Carolina Salcides
O dono de meus olhos
Tive que aprender a fazer muralhas (e às vezes, ser a própria);
Andar de salto alto entre as pedras do caminho;
Ter ouvidos atentos, saber escolher os momentos do silêncio;
Ir contra o vento...
E depois de tudo
ser capaz de desmoronar doce e calmamente
nos braços do homem que eu amo.
Quero ver o pôr-do-sol desaparecer
Dentro dos teus olhos de calmaria
E ser para ti, no fim desse dia,
Parte das coisas que escondes
De mim, de todos e até Deus,
Mais profundas que um segredo;
E voltando pela praia que escurece
Virei cantando, baixinho,
Quase como uma prece:
O dono de meus olhos
Tem os olhos onde o sol
Gosta de morrer.
...

Há palavras que me pesam, que me empurram. E silêncios que incomodam, me machucam. E as palavras que espero não me encontram. Magoa e inquieta o silêncio que me enviam. E as palavras de que fujo, me perseguem. E o silêncio a que as remeto, não me acalma. É quando, então, Ignoro silêncio,empurro pessoas. Peso palavras, calo ilusão. E fico calada. E grito silêncio. E escrevo palavras. E choro poemas.




