Penso ser imperativo escrever-lhe um poema.
Faltavam-me apenas algumas substâncias.
Em realidade você era para mim, apenas um foto.
Uma belíssima promessa estabelecida na prova da nossa incapacidade de guardar sorrisos fugazes.
Agora a distância é uma cômoda empoeirada. E te sentir é minha profissão.
E eu pego em suas mãos - acaricio com elas o meu rosto - e sou você.
Os sorrisos que sentimos nos fazem um.
Os toques que não foram, agora são promessas que gritam!
Os olhos que dizem, é imaginação.
Sou agora o reflexo do que quero ser.
Não fujo mais, como que tentando enganar o mais substancial sentimento que pode brotar em nosso íntimo.
Você brotou deste botão
E penetrou como uma espada coruscante imprimindo teu cheiro repousante em mim. Teu cheiro entorpecente, apenas você.
As coisas boas acontecem assim, mansamente.
E você como uma pétala de rosa,
Diante da leveza da tua personalidade,
Deixou-se balar no ar, chegando-me antes como notícia, e agora como realidade.
Quero... Não! Desejo me diluir com você numa pura essência
E assim nos transmutarmos.
Dissipando alegorias, circunstâncias, referências temporais, imaginações oníricas.
Já não sou mais aquele que fui.
E você? Já não é mais quem foi.
Somos apenas dois seres que se desvencilharam do vácuo geográfico
Que separa corpos, separa olhares
Mas, que nunca irá separar o amor,
Que é a vontade dissimulada de viver...
Joubert Barbosa
Ps. Tirei esse texto do blog do meu grande amor... achei que essas palavras poderiam ser ditas por mim para ele, sem ressalva alguma... coisa de alma mesmo...
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